18 de janeiro de 2016

Paixão Fluida

Mônica Meira no ensaio Paixão Fluida da fotógrafa Julia Duarte.

2 de fevereiro de 2015

Vermelho Vivo

Para quem me acompanhou por todos esses anos, cá estou eu, Mônica Meira, para avisar que continuo a escrever, dessa vez no: http://vermelhovivo.tumblr.com/ Obrigada! <3

7 de dezembro de 2009

Ainda continua...


"Resolvi deixar fluir a corrente de vida súbita que me acometeu e preparar um bolo. Nunca tive muita paciência com a cozinha e como uma boa quase balzaquiana nada prendada e que mora sozinha, sempre idolatrei os congelados e enlatados. Mas hoje seria diferente, afinal tudo estava naturalmente sendo atípico. Por que não me render a todas as tentações de felicidade?
Não lembrava como proceder com os ingredientes. Na realidade, eu nem recordava quais eram exatamente e em que proporção juntá-los. Então lembrei que minha mãe em uma visita deixou alguns livros de receita em uma gaveta. Encontrei até facilmente, estavam empoeirados e com as páginas envelhecidas. Aquelas letras eram da minha avó e só de olhar para elas recordei de muitas coisas que iam além de ingredientes."

16 de novembro de 2009

Continua...


Eu nunca fui uma pessoa contida. Nunca esperei por um tal de momento certo para agir. Sempre fiz o que senti vontade sem parar para pensar nem uma só vez sequer. Sou um fluxo descontínuo e isso me faz sofrer de várias maneiras. Pelo menos eu vivo. Há quem não.

Essa minha maneira de lidar com a vida sem muita regra ou cautela me faz viver alegrias profundas e tristezas estratosféricas. Não aprendi a ser o meio termo.





*Trecho de um projeto de livro ainda sem nome, que estou escrevendo. Em breve mais atenção ao Blog e quem sabe, mais trechos desses meus escritos. Abraços !

26 de outubro de 2009

Com a noite



No escuro me acendo. Ascendo se for intenso. De lua cheia.
Da escuridão eu não tenho medo. Sou loba da noite.
No entardecer caminho. Busco o instante do céu em fina cor e da chuva de diamantes.
Da escurião eu não tenho medo. Sou esse silêncio que sopra na janela.
No uivar do vento encontro voz. Ainda enxergo nuvens. Ainda enxergo nuvens.
Da escuridão eu não tenho medo.

5 de outubro de 2009

Ao meu menino


Sempre falei do amor. Sempre foi um tema que me inspirou e me envolveu de maneira fabulosa. Porém, peço perdão às palavras que dediquei a este sentimento. Pois pela primeira vez sinto o que é verdadeiramente "amar e ser amada" e é uma sensação que foge do meu controle, das minhas idéias e dos verbos de ação...
Nada é suficiente para explicar. Nenhum adjetivo é capaz de medir. Nenhuma frase é forte o suficiente para conter com um ponto final. Amar pede reticências...
É tentar dizer o indizível. Explicar o inexplicável. Amo simplesmente.
Amo com toda minha fé e sinceridade. Com toda minha alma, mente e corpo. Amo como nunca imaginei amar. Confio como nunca imaginei confiar. Amo sem medo, sem pressa, sem ciúme. Amo de olhos fechados dançando no escuro.
Viver um sonho me emociona e me assusta, já que sempre dá aquele frio na barriga ao acordar quando me pergunto, " será tudo realidade ou sonhei ?". Mas quando concluo que tudo é real, sinto correr dentro de mim uma intensidade luminosa de alegria capaz de explodir no céu como fogos de artifício e contagiar a espécie humana com alguma substância insolúvel e inexplicável que produz conforto e serenidade.
Amar da maneira mais pura, mais sincera e mais entregue que posso, me faz sentir coragem, proteção e paz interior. E tudo isso é natural, é incontrolável e dispensa a razão.
Amo e tenho o amor como guia.

Te amo, meu menino. Obrigada por me fazer realmente entender o que é amar e ser amada.