30 de abril de 2007

Tornando-se pedra

Tenho observado(ao som de James Morrison se possível) mudanças. Boas mudanças. Algumas fundamentais para a minha sobrevivência humana.Tenho evitado emoções, despedidas, lágrimas exteriorizadas(o que não quer dizer que eu não chore por dentro),recordações tocantes... Medidas de cautela. Me conheço, e como dizia Bob Marley, como não sei nadar não me arrisco em águas profundas...Well, acho que tenho me saído muito bem nesse processo complicado de ser resistente.
Mas temo essa minha atitude. De verdade. Já que todas essas emoções postergadas estão sendo acumuladas em meus registros interiores e um dia certamene aflorarão. De forma tão intensificada e saudosa que poderão causar danos semelhantes ao de uma onda gigante que avança no continente. Avassalador. Daí então lembrarei com sentimentos materializados daquele olhar doce e acolhedor; daquele momento divino e sublime que fingi não perceber para não me afogar em emoção; daquela pessoa especial que não sei se verei mais, mas que nem pude me despedir...; daquelas pessoas de tão longe que tanto amo, mas nem sei seus nomes; daquele momento onde tudo era aquele momento, e tudo era mágico e feliz; Também sentirei saudades de coisas que ainda não aconteceram ou nunca o farão mas sei lá, me fazem uma certa falta; daquele filme que vi milhares de vezes mas que nunca mais vi;
Mas só lembrarei disso amanhã. Ou depois. No exato dia em que não couber mais recordações ou devaneios. Só nesse dia. Por enquanto não chorarei lágrimas de saudade.

21 de abril de 2007

Consequências pedem atos

Tenho tentado expor meu lado mais espontâneo e alternativo que há anos foi oprimido. Tantas vezes me mutilei e me esqueci para não incomodar, irritar ou quebrar a"paz" do papel de submissão. Cansei. Cansei com culpa por ter cansado. Mas mesmo assim, estou tentando ser forte e dar tchau quando me der vontade, sem a sensação de estar sendo egoísta e complicada.
É algo chocante ver a garotinha staff criar asas sem pedir licença ou olhar para baixo.
A culpa por não ter chutado o pau da barraca antes, e não ter me permitido ser uma pessoa que pode e deve existir ativamente.
Consequências pedem atos. Meu ato é ser primeira pessoa desde já. Cansei de ser terceira.

Na sala de espera

Viver não é fácil...Deveríamos ganhar salário para tal, ou talvez férias periódicas.
A cada dia uma surpresa nova, coincidências macabras, coincidências interessantes, ou ambas fundidas...Coisas da vida.
Existem momentos em que olhamos para o que fomos, num passado não tão distante, e simplesmente não nos reconhecemos. Não acreditamos que mandamos aquele recado piegas e infantil para aquele garoto piegas e infantil;
Não entendemos porque fizemos toda aquela ceninha só porque um amigo começou a fumar; Não aceitamos termos sido tão bobos deixando aquela nossa "amiga" fazer mil e um comentários cruéis,munidos de inveja e simplesmente concordávamos;
Não compreendemos porque nos sentiamos na obrigação de sermos gentis e extrovertidos até mesmo com quem só merecia o nosso silêncio e frieza.
O melhor da vida é que ela vem em doses homeopáticas e que podemos mudar e melhorar o que nos faz, sem vergonha do que fomos, mas com a certeza do que agora somos.Do que agora sou.

19 de abril de 2007

Pessoalmente falando

Hoje numa aula do curso de Direito tive um momento de conflito interior.
A professora de IED realizou um debate onde metade da turma teria que defender um caso, e o resto do pessoal acusar. O caso era um homicídio de uma história do filme :"Tempo de matar". Eu diante na minha opinião pessoal estive totalmente a favor da liberdade do réu (o pai da menina) que no debate tive que acusar. Logo de início mantive-me calada e hesitante, até porque toda a idéia de acusação no caso apresentado, ia de encontro às minhas ideologias. Mas chegou o meu momento de falar. Estava nervosa mas era o exato momento de deixar de lado minha latente emoção e partir para a tão estudada dogmática jurídica. Assumo que me senti medíocre e vendida nas idéias da lei, mas eu sabia que estava apenas fazendo um papel. O papel de jurista. Logo em seguida a professora trocou os papéis e quem acusou agora defenderia e vice-versa. Na sala pairou uma mistura de confusão de idéias, ressalvas e silêncio. Eu, mesmo estando em meu momento de agir de acordo com minha opinião pessoal e emocional, não soube o que dizer...
Realmente ser sofista é algo sagaz e vergonhoso. Você de certa forma se torna um mero objeto manipulado por interesses e situações diversas. A razão apesar de ser mais fundamentada não pode reinar sempre. A subjetividade está aí para isso...
A cada dia aprendo um pouco mais a respeito de mim mesma, de minhas opiniões e argumentos.
Descobri, inclusive, com mais convicção, que detesto gente normal e vazia. Daquele tipo que acha arte algo chato e que proíbe uma mãe de dar a seu filho o nome Legolas.

18 de abril de 2007

Por quê e para quê ?

Eis o início de uma nova era. Uma era litéraria. Pelo menos um pouco mais que o normal.
Pensei bastante em que nome dar a tudo isso, cheguei a baú de cartas(não me peça para explicar como). Acho que escrever nisso aqui pode ser útil para algo. Ou para alguém: eu mesma. Sem prévias intenções de ser lida, porém grandes pretenções de escrever sempre que puder...