19 de abril de 2007

Pessoalmente falando

Hoje numa aula do curso de Direito tive um momento de conflito interior.
A professora de IED realizou um debate onde metade da turma teria que defender um caso, e o resto do pessoal acusar. O caso era um homicídio de uma história do filme :"Tempo de matar". Eu diante na minha opinião pessoal estive totalmente a favor da liberdade do réu (o pai da menina) que no debate tive que acusar. Logo de início mantive-me calada e hesitante, até porque toda a idéia de acusação no caso apresentado, ia de encontro às minhas ideologias. Mas chegou o meu momento de falar. Estava nervosa mas era o exato momento de deixar de lado minha latente emoção e partir para a tão estudada dogmática jurídica. Assumo que me senti medíocre e vendida nas idéias da lei, mas eu sabia que estava apenas fazendo um papel. O papel de jurista. Logo em seguida a professora trocou os papéis e quem acusou agora defenderia e vice-versa. Na sala pairou uma mistura de confusão de idéias, ressalvas e silêncio. Eu, mesmo estando em meu momento de agir de acordo com minha opinião pessoal e emocional, não soube o que dizer...
Realmente ser sofista é algo sagaz e vergonhoso. Você de certa forma se torna um mero objeto manipulado por interesses e situações diversas. A razão apesar de ser mais fundamentada não pode reinar sempre. A subjetividade está aí para isso...
A cada dia aprendo um pouco mais a respeito de mim mesma, de minhas opiniões e argumentos.
Descobri, inclusive, com mais convicção, que detesto gente normal e vazia. Daquele tipo que acha arte algo chato e que proíbe uma mãe de dar a seu filho o nome Legolas.

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