26 de agosto de 2007

O bandolim e as flores

A cada chorar no bandolim lembro das criações de uma mente sadia e fértil, imaginativa e sagaz. Uma mente que me faz falta. Lembro do quanto ela criava e sorria abraçada ao seu fino lençol dentro do escuro da madrugada pensando: "Já que na vida real as coisas são tão difíceis, em minha mente tudo é simples e mágico", por isso sonhava acordada até pegar no sono e continuar sonhando.Dormindo o sono dos anjos, sonhando com flores e o chorar de um bandolim. Tudo era concreto em sua mente, tudo era feliz em seus sonhos.
Em certo sonho ela voava. Sentia o vento em seus cabelos soltos e tinha a certeza que a vida era um conto. Não de fadas mas de elfos. Sobrevoava verdes matas, pousava entre as nuvens e suspirava. Aquela sensação de alegria perpétua estava presente em sua alma, como sempre imaginou que um dia estivesse. Era feliz ao máximo. Sentia a felicidade no seu corpo, na sua alma e no seu espírito. Voava e sentia. Nunca mais acordou.

Nenhum comentário: