7 de outubro de 2007

Luz e mel

Luz e mel. Algumas pessoas nascem sem. Ou com excesso de. Não nasci com esmeralda na testa, nem com espartilho em alta. Talvez surgi do crepúsculo, para as alcovas da vida. Para as ruas sem saída. Gosto de observar, me saio bem nesta tarefa. Mas de tanto me esconder, me perdi. Me perderam. Agora, sou uma estrela invisível. Como as que estão no céu, e sentem-se vivas brilhantes mas estão apagadas. Os apaixonados já fitam outras estrelas, as rutilantes. E aqui fico...sobrevoando a imensidão do universo, olhando e amando tudo que não me vê e que nem posso tocar. Sina, castigo, karma, predestinação...Não se sabe. Mas Freud já está estudando meu caso sobre nuvens violeta, e me enviará em breve uma eficiente resposta psicografada por Keith Richards duas horas antes de seu falecimento.

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