21 de dezembro de 2007

Pedaço de mim

Gosto de falar. Não sou uma típica pregadora, mas acredito em idéias, faço uso delas sem transformá-las em ícones de verdade e retidão.Não existem. Mais do que gostar de falar, gosto de pensar. Sobre as coisas, sobre tudo. Não quero ser reconhecida pela embalagem. Acredito na essência, nos valores, no pensamento altruísta, na luta.Desprezo a superficialidade. Tento fazer de mim alguém a cada dia mais distante desse significado. Já quebrei a cara em quantos pedaços se possa imaginar, ainda quebro. Mas garanto que hoje muitas coisas mudaram.Gosto de discutir idéias, argumentar bobagens, recitar abobrinhas. Mas também sou adepta à seriedade quando é preciso. Já diziam que rir é fundamental, mas rir de tudo é desespero. Gosto de pessoas inteligentes, e esta característica não está necessariamente ligada a ler bons livros, ver bons filmes, fazer boas viagens, passar em provas. Ser inteligente é ser humano. É talvez ser ignorante de letras e números, mas capaz que escrever e somar em suas vidas aprendizados que nenhum livro de literatura alemã e nenhum filme de Almodóvar ensinarão. Sou mutável como todo ser humano. Tento evoluir dentro das minhas possibilidades e da minha ainda tão grande insuficiência. Acredito nos seres humanos. Principalmente quando estão calados ou apaixonados. Ou dormindo.

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