9 de fevereiro de 2008

Lágrima e suor


Correm vivas pela face fria, duas gotas.

Escorrem e ferem o rosto cru, que envolvido pela pele áspera, procura o sentido de um breve suspiro.

Procura explicação para uma tarde tão gris.

Suor congelante e lágrima febril dividem os mesmo sonhos, os mesmo amores, os mesmos medos.

Ambos roubam o calor do teu corpo. Destroem a tua humana homeostase.

Ambos consomem a tua passageira alma. Materializam-se numa pungente dor.

Seca teu rosto infantil, mulher.

Não perca-se por dentro. Não perca-se por glândulas.

Afinal, está por vir uma alma infantil com rosto de homem.

E esta traz flores amarelas e sorrisos desencontrados.


Um comentário:

Louka Simetria disse...

esse poema é seu????
se for meus parabéns muito bonito e com palavras bem postas em cada verso!!!