18 de abril de 2008

Oração


Graças aos céus, o mundo gira ! E há o tempo ! Me anima a existência da coincidência, do acaso, do eterno retorno Nietzscheano. Espero crescer, brotar e florescer de todas as formas possíveis e cabíveis. Quero dar o troco aos intempéries da vida. Quero me vingar dos momentos de inconstância e de insuficiência. Quero comer frio este prato de solidão e rir por último uma risada feliz. Não mais sarcástica. Pelo menos não a última.

Pretendo pecar novos pecados e arrepender-me deles. Pretendo libertar-me com isso, do passado. Incinerar os rabiscos inúteis, as frases vazias, os versos brancos.Vou fazer do novo, o velho. Lembrar do velho com saudades poéticas, sem lágrimas ou sangue.

Peço pelo amanhã como uma mãe pede por um filho. Peço com pressa, amando e beijando cada pedacinho do presente. Tenho medo do vazio, da falta de perspectiva, da impossibilidade de acreditar e sonhar. Como quem lava uma pilha infinita de pratos descartáveis.

Principalmente peço para não ter mais medo de sentir que se a morte chegar me batendo a porta, estarei perdendo uma vida pela frente.

2 comentários:

Leve, breve, suave. disse...

credo

=***
te adoro mui

Marília disse...

Bravoo!!

=**