3 de junho de 2008

"O Captain, my Captain."

Hoje revi um filme que assisti quando era bem pequena mas lembro que desde então gostei muito : Sociedade dos Poetas Mortos. Encontrei este filme um dia desses nas Americanas por um preço muito bom e não abri mão de comprá-lo. É aquele típico filme que marca por ter e falar de essência. No melhor sentido da palavra. Quem já viu, com certeza entenderá o que quero dizer com isso. Quem não, corre já para a locadora. É um filme profundo e emocionante.

Estava constatando após rever o filme o quanto a sociedade mais racional quer nos transformar em qualquer coisa menos no que somos de verdade. Sempre existirá alguém que tentará aparar as asas e arestas da nossa imaginação. No fundo estamos sempre tentando crescer de uma forma ou de outra; Querendo provar o quanto somos bons, cultos, sagazes e singulares... Quando na verdade sempre seremos tão insuficientes e amadores. Mesmo os mais sábios admitem que o estado de sabedoria é uma busca infinita.


A prática de ser quem se é no mais profundo sentido da palavra deve ser constante. Mesmo sendo por vezes dolorosa, é a única maneira de se viver intensamente. Descobrindo-se. Respeitando-se. Ninguém estará pronto, sempre estaremos um tanto confusos, perdidos, inseguros. Pois saber quem se é, é a missão mais nobre e ao mesmo tempo mais árdua que pode existir.


Sempre suspeito de quem tem muitas verdades absolutas ou muita aparência de força e autosuficiência. No fundo todo mundo tem sonhos, medos, traumas, verdades relativas e essência. Todo mundo vai mudando, indo e vindo como as ondas do mar.

2 comentários:

Clecia disse...

Oi, Mônica! Fiquei muito feliz com a sua visita em meu blog. Gostei demais do teu blog e vou te linkar para passar sempre por aqui, tá? Quanto ao post, este filme é muito lindo! Filmes assim devemos ter mesmo em casa. Vale a pena!Eu quero revê-lo também. Bjs e uma ótima quarta!

arritmia disse...

tão importante e fundamental né, a [b]essência[/b] de cada um. É nossa identidade, o que realmente somos.. e ultimamente encontrei pelo caminho pessoas sem essência. Sério! vazias, ocas... marionetes do mundo. Não "são", só existem, vagam aleatoriamente por aí. Acho triste gente assim.


mas enfim.
chorei na última cena desse filme.