21 de dezembro de 2008

Retrospectiva


Desejar Feliz Natal é aquele tipo de coisa que só funciona ou previamente ou no dia 25 de dezembro. Não existe, "Ahh Feliz Natal atrasado". Já que Natal é uma celebração, desejar que uma celebração que já passou seja feliz é indiferente. Principalmente se o Natal daquela pessoa não foi lá grandes coisas. Acaba deixando a pessoa numa crise existencial "Poxa, meu natal não foi feliz". Sendo assim, desejo a todos deste já, um Feliz Natal. Repleto de paz, abraços, boa comida e bons presentes. Ou simplesmente paz e abraços, o que importa.


Feliz Ano Novo, esse nunca é cedo demais ou tarde de mais para se desejar. Afinal, teremos 365 dias de mistério e possibilidades. Assim, sempre há tempo de ser feliz e de desejar felicidade aos outros. Feliz 2009 a todos !


Meu 2008 foi especial por vários fatores. Vivi coisas e conheci pessoas mágicas. Eternas. Arthur, Ana, Vitor, Bruna, Valter, Analys, Zu, Boi, Catarina, Mayne, Anderson,Maria Helena, Almir ...Outros que já conhecia, me encantei mais ainda. Nataly, Elza... Outras pessoas foram infinitas enquanto duraram. Também foram importantes.

Me arrependi de coisas que fiz. Faria outras mais uma vez. Estive em lugares que sonhei conhecer. Participei de eventos únicos. Fotografei a lua com mais freqüência. Me apaixonei por Janis Joplin, Mallu, Beirut, "A princesa e o plebeu", alguns livros. Lima Barreto. Me apaixonei ainda mais pelas cores e por Audrey Hepburn. Cortei meu cabelo radicalmente. Abandonei as mechas coloridas. Deixei as cores delas nas veias.Peguei caronas. Algumas muito bonitas. Dei caronas. Dirigi ouvindo meus Cachorrinhos Grandes e lindos. Ganhei flores de muita gente. Desenhei pra muita gente. Fiz aula de teatro. Tomei café sem açúcar. Estudei como pude. Chorei pitangas, acerolas e cerejas. Fui chamada de baiana. Toquei violão, cavaquinho...Não sei tocar nada. Mas toquei. Comprei Piaf. Li Kafka. Fiz 8 segundos na travessia da piscina. Ganhei origamis. Fiz alguns poucos. Conversei com gente que nunca tinha visto. Fui olhada por gente que já tinha visto. Recebi recados lindos de estranhos. Alguns como segredo. Ganhei um quadro lindo de Montmartre. Ganhei uma priminha/sobrinha linda, Sofia. Escrevi para respirar. Fiz poemas, músicas, fotografias. Fotografei muito. Fui a Maruin e aprendi. Marcelo Adnet leu meu e-mail no ar na MTV. Fui homenageada por pessoas muito queridas. Organizei aniversários. Comprei cachaça. Não bebi. Comprei cigarro. Não fumei. Comprei Jean-Paul Sartre. Não li. Retomei o Xadrez. Estudei Kanji. Engordei. Emagreci. Engordei. Comi biscoitos da sorte. Não joguei na Mega. Tive texto meu publicado. Falei com o Bethito Tavares. Li textos de Camelo. Comprei um celular roxo. Cantei cantigas de ninar e fiz um bebê dormir. Descobri que não sou tão piegas como pensava ser. Fui chata, incoveniente, velha, terrorista...Também fiz coisas de que me orgulho. Tive sonhos bizarros. Tive presentes espirituais de aranhas coloridas. Tive um ano de sacrifício. Vacilei, batalhei e acreditei várias vezes. Ainda acredito. Tive fé. Em mim, em Deus, no universo.
Se pudesse resumir 2008 em cinco palavras, estas seriam : , cores, esperança, coragem, amizade.


Enfim, um ano é muito além de tudo isso. Mas também é feito de tudo isso.

Esse blog fez parte do meu ano e também agradeço por ele existir(mesmo com minhas ausências). Obrigada a todos que aqui estiveram. Mesmo que por equívoco.


Um abraço.

16 de dezembro de 2008

Margô


"Ela descobriu tudo que eu escondia


Me fez retomar os meus textos já cobertos de teias


Calçou meus pés naquelas sandálias azuis de plástico que esqueci que existiam


Me trouxe refrigerante e desenho animado quando eu só bebia vinho tinto e Scorsese


Ela me irrita e me faz de tolo


Desarruma minha bagunça, me dá Dylan, quer que eu vá com ela fazer um curso de seiláoqueemcores


Ela é louca


Acho que aprendi o que é amar nesses dias. E com ela."


Pedro Savaggi


10 de dezembro de 2008

De assistir de joelhos


Dizem que quando uma comida é muito boa, somos capazes de comer de joelhos. Bem, a Rede Globo me surpreendeu. Colocou no ar uma microssérie tão incrivelmente bela, que merece ser vista de joelhos. Babando as cores, os detalhes, a trilha sonora, a magia teatral e ao mesmo tempo urbana...

Falo de Capitu de Luiz Fernando Carvalho, microssérie baseada na clássica obra da literatura brasileira, Dom Casmurro, de Machado de Assis. A produção mescla elementos tipicamente teatrais, características épicas e cultura moderna. Quem imaginaria uma Capitu com vestes da época do livro com uma tatuagem grande e linda em seu braço direito ? Ou um metrô colorido e moderno que inicia a história e explica a razão de Bentinho, personagem principal, ser apelidado de Dom Casmurro ? Fora todos os jogos de cena e de montagem e dão um ar inovador ao projeto.

Preciso homenagear um ator que não conhecia e que me tocou na alma com sua interpretação : Michel Melamed. Um ator tem seus momentos de glória quando consegue viver um personagem com tanta vida e tanta sensibilidade que toca bem fundo no coração de quem acredita na beleza da arte. Ele é assim. Uma curiosidade, ele perdeu 21 quilos para interpretar Bentinho envelhecido. O elenco é como um todo excelente.

Poderia passar um longo tempo detalhando cenas em que babei diante da TV, mas deixo que observem com seus próprios olhos. Corram, já está acabando. São apenas 5 episódios...Mas no site oficial os vídeos estão disponíveis. Para quem ama a Arte é um prato transbordando de tão cheio.


Site oficial ( lindo de viver) : http://capitu.globo.com/

Trilha sonora imperdível : http://www.youtube.com/watch?v=N-mqhkuOF7s#


Babem e ajoelhem-se.

Grande abraço

7 de dezembro de 2008

S aud a de s*


Semp re t i v e me do de per der a s c ois as. Princip alme nte as co isas qu e n ão sã o min ha s.
Os livros, as fotografias, as canetas... A s recor daç ões.
Talvez as perderei de alguma forma.
Não plenamente. (Espero)

Saudades dessas coisas* que perderei um dia. Se é que não já as perdi.





(Saudades do que não existiu e do que ainda não veio.)

2 de dezembro de 2008

Colorindo

Quero me afogar.

Quero me deixar imergir dentro de todo esse balde de tinta. Me perder em meio a todas as palavras desse livro.
Sentir latejar e sangrar a poesia que mora dentro do que sou.

Deixo e peço que me espremam o corpo e a alma. E que ponham num balde o que escorrer de mim.
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*Adoro colorir fotos em preto e branco. Essa da Clarice foi uma das primeiras.