17 de maio de 2009

O eterno feminino.


Meninas, apesar de revolucionárias, independentes e corajosas, também somos femininas. Babamos num esmalte bonito, hidratamos as nossas madeixas (ou deveríamos pelo menos), desenhamos nossas sobrancelhas. Sabemos cozinhar(fazer miojo, ferver água e fritar ovos), lavar (molhar e jogar um sabão em pó em cima) e passar (-Filha, você vai sair com essa roupa amassada ? - Eu passei mãe !). Tudo bem, nem todas nós somos prendadas e educadas nos moldes femininos da Sacré-Coeur, mas todas temos um lado mulherzinha de ser. Pelo menos deveríamos.
Eu sou defensora da liberdade feminina de escolha na sociedade. Por enquanto, penso em cuidar da minha carreira, conhecer países, conhecer pessoas, viver experiências pelo mundo, me superar, ter uma vida antes de mais nada, com liberdade de ação. Mas não condeno jamais uma mulher que casou aos 20 e hoje cuida apenas da casa e dos filhos. Acho que cada um deve dar seu melhor em suas escolhas e não existem escolhas certas ou erradas quando falamos de realização pessoal. Acho triste sim, quando algumas mulheres abrem mão de si para um casamento e passam a viver em função dos outros apenas. Só que muitas mulheres sentem-se realizadas em educar seus filhos, preparar o almoço so seu marido, cuidar do seu lar. É importante que cada mulher viva o que sente prazer em viver. Não que com isso eu acredite num mundo perfeito onde cada pessoa só faz o que gosta, não é isso. Mas acredito que pelo menos as escolhas fundamentais devem ser feitas por uma vontade e uma conexão com a essência maior que trazemos dentro de nós. E não por uma obrigação tradicional e preconceituosa que estabeleceu um papel para cada sexo.
É bonito ser mulher de todas as formas que existem. Das mais conservadoras, às mais liberais. Das mais engajadas, às mais fúteis. Seja como for, temos dentro de nós a essência da água, a essência feminina, e devemos preservá-la. Independentemente na situação familiar, opção sexual profissão, tipo físico, situação econômica ou nacionalidade. M-U-L-H-E-R-E-S.
E os homens nos devem respeito, não porque queremos, mas por que acima de tudo, merecemos e conquistamos.
Tantas mulheres fizeram e fazem história, arte. As Virgínias, as Marthas, as Audreys, as Madonnas, as Janis, as Joanas, as Joans, as Ediths, as Anitas, as Enys. A última em especial, a Eny. Minha mãe que me ensinou a ser uma pessoa de verdade. Uma pessoa que sente, que fala, que erra, que muda, que melhora, que luta. Mesmo sem perceber aprendi muito do que sou com ela e espero um dia ser como ela em muitas coisas.
Todo dia é dia das mães e das mulheres.

2 comentários:

Carlinhos disse...

Muitas mulheres tiveram que lutar até a morte para conseguir seus direitos mais básicos. Algo inaceitavél para todos nós, seres ditos "racionais".
Também a pouco tempo ela conseguiu o direito de livre expressão. Ela pode escolher ter ou não filhos, casar ou não aos 20 anos, investir ou não na carreira, além de muitas outras conquistas.
Por isso reafirmo a frase mais importante desse post: "Todo dia é dia das mães e das mulheres"

Beijos Mônica

arritmia disse...

já eu não sou nem um pouco feminina. Nem me dou ao trabalho de pentear os cabelos ou falar com a boca vazia..
quem sabe um dia.. :]

e esse texto deveria ser publicado numa coluna da Folha. Tá muito bom!

bisous